1.18.2006

Urban log 17.01.2006

Já há muito que não parava no meio de tanta confusão e me abstraía, meditava. Foi hoje!
Então vi-me sentado a puxar por um vazio, por algo mais que me levasse daqui, queria fugir aqui sentado, desabafar, mas sinceramente, não me sinto rodeado por ninguém que me ache compreensível, não por achar que todos são inaptos a tal tarefa, mas sim por eu criar barreiras para que tal seja facilitado. Todos temos os nossos problemas e eu sou mais um. Nestes milhões, mas a minha terapia é esta, parar e escutar-me a mim, nunca me decepciono, estou é muito tempo sem que isso aconteça e por vezes começa-me quebrar o espírito...
Há 3 meses para cá sensivelmente, perdi algo que me era intrínseco, chamemos-lhe azul... Esse azul avivava e emocionava tudo o que tinha em mim e que me tornava senciente. De repente essa cor, por minha culpa pois só eu controlo o meu futuro (causa e efeito), como se parte integrante de uma aguarela, cai no oceano e dissipa-se cada vez mais, hoje não a sinto, mal ou bem, não quero!
Em pouco tempo também, o cinzento que me envolvia, azares materiais que me tentaram subjugar e reter num espectro mais físico, não me largavam, e como cão sem dono, via normal das coisas, AQUELE abraço quando aparece é recebido emotivamente e forçosamente como elixir espanta espíritos. Aquele abraço tinha uma cor vermelho sangue e de repente, hoje sou vermelho, vejo vermelho, mas que cor é essa?
Sanguinária por natureza, entra, rebenta e me leva sem pedir permissão, que outras cores sobressaem mais que esta?
Selvagem, indomável, insensível (não devia ter dito esta), quente, apaixonante, viciante, poça de sangue derramado ou mau presságio anunciado, leal aos sentimentos sem nunca os mostrar ou mea culpa que não os veja. Deixar-me alegre de tristezas ou triste de tanto rir, olho para a parede e bato-me de luta com esta. A merda é fugir querendo ficar e vejo-me em dias de tempestade a tentar escapar entre as gotas do dilúvio que tarda em cessar. No fim, o abraço quente vermelho, aquele abraço, envolve-me e dá-me a paz que necessito, talvez até para desmentir todos estes sentimentos...
Porque é que tudo se pinta assim, quando preferia mudar de tom ou será que sou eu que só pinto de vermelho sem querer olhar para outras paletas? Confuso? :) Extravagâncias de quem sente mais do que o que pediu.
Penso logo existo! Será?
Essa cor, Vermelho, não posso deixar de dizer, encheu-me a vida, nestes últimos meses, de cor, alegria. Fez-me, mais importante que tudo isto, voltar a acreditar em mim!
olhamenosolhos... Fica comigo!

7 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Mt confuso! :)
Mas revela em ti uma sensibilidade k desconhecia até hj! ;)
Grd Abrc

19/1/06 18:55  
Anonymous Anónimo disse...

Agora é que me tramaste!

Já conhecia a tua veia filosófica mas pensava que estava esquecida.

Ainda bem que não a esqueceste. Pessoas como tu fazem falta a este mundo.

Deviamos todos pensar mais, interiorizar mais e deixar de nos preocupar com coisas que não valem nada.

Mas não posso deixar de pensar. Estou intrigada. Quem será o azul...!? E o vermelho...!?
Epá que me estão a escapar muitas coisas!

Voltando ao q é importante. É bom ter amigos como tu. Loucos, mas saudáveis.

Beijinhos.

Argolinha

23/1/06 19:39  
Anonymous Anónimo disse...

LINDO....

Se calhar estes teus pensamentos não são assim tão confusos para quem te conhece.
Não fujas se queres ficar! Não digas que não, quando lá no fundo queres dizer sim. Não te cales quando deves dizer aquilo que sentes! Não tentes lutar quando queres paz, amor, paixão! Não sejas frio, gelo, quando queres ser quente e fogo! Apenas Sê!
Há certas alturas em que se calhar pensas demais. Não penses, vai, faz, acontece e não deixes que pensamentos menos bons te "invadam" o espírito. Mas quem sou eu para te dizer estas coisas. Tu é que me ensinaste muito desde que te conheci... Se calhar, em certas ocasiões, devia ter seguido os teus conselhos. Fui parva, desperdicei tempo e oportunidades porque tu vias azul em todo o lado e eu sabia que isso não ia mudar... E agora...
Sempre que te quiserem dar um abraço, recebe-o e guarda-o bem fundo no coração para aquelas alturas em que mais precisares dele, quando te sentires sozinho, quando necessitares de um carinho.
Sabes que podes sempre contar comigo para aquilo que for preciso... Sempre que precisares de desabafar, de chorar, de rir... de AMAR, eu estou aqui, sempre perto de ti (nem que seja em pensamento)!

Um beijo do tamanho de uma montanha

P.S. É pena eu ser do Sporting... :(

24/1/06 10:26  
Blogger Hugo disse...

Bem! Grandes apoios me deixam aqui.
Apenas escrevo o que me vai na alma, coloco tudo dentro de um saco e depois retiro letra a letra, formando palavras que tenham sentido (ou não) :). Tipo jogo do Scrabble...

Obrigado ao Rui (Cabeção) e ás outras duas pessoas que não conheço, é bom saber que existem pessoas que perdem tempo a ler estas minhas palavras e que no fim não me chamem nomes...

24/1/06 13:57  
Anonymous Anónimo disse...

pois...mas tu leste as minhas palavras e no fim? Chamaste-me nomes!!
Olha a consideração...
;) *

25/1/06 10:39  
Anonymous Anónimo disse...

não me sinto rodeado por ninguém que me ache compreensível, não por achar que todos são inaptos a tal tarefa, mas sim por eu criar barreiras para que tal seja facilitado

Essa sou eu nos últimos tempos.

Sofia *

1/3/06 15:43  
Anonymous Anónimo disse...

Um dia disse-te, quando sentires, diz, confessa, fala, conversa, pede, grita, suplica, se preciso for... e agarra esse abraço com as duas mãos, bem forte, como se um gesto de segundos se tornasse uma eternidade na tua existência. Não deixes escapar o vermelho que te invade por dentro e por fora... é uma cor tão linda... sem ela como podes completar a aquarela da tua felicidade...? ´


Mónica

24/3/06 19:33  

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