* ...a mais bela solidão.

Fez em setembro 4 anos que aprendi a subsistir numa realidade que me leva mais longe a possibilidade de olhar para o lado e não ver ninguém, acho também que é práctica corrente de todos nós que aqui andamos, pelo menos uma fracção de vida, infelizmente uns mais que outros.
Eis que vi, num mais alto patamar, um sentido. É como se o fundo de um poço, o centro do deserto, o fundo do oceano, fossem um só vazio e ai o paraíso!
Descanso ao atingir um cume, olho em redor, pleno de imagens tais que um êxtase não seria exagerar nas definições, mesmo João Garcia, que tem cumes para vender na sua experiência atinge esse êxtase, só depois, de toda essa percepção, sou absorvido para lá. Aí, como nunca antes tinha sentido, posso morrer...
Numa realidade puxada a um extremo, numa realidade, digamos quântica, estarei rodeado por triliões de átomos e eu sou mais uns tantos, ninguém. Nenhuma razão então para me sentir só, mas raramente em tanta adrenalina consigo me abstrair a esse ponto que separa essa realidade e então resume-se tudo à mais bela solidão...


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